Seminário realizado em Brasília abre oficialmente a 5ª Semana Social Brasileira
A partir do tema proposto para a 5ª Semana, “A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para quê e para quem”, evento que foi aberto oficialmente com o Seminário Nacional e se estende até o primeiro semestre de 2013, as discussões contemplaram a conjuntura brasileira no que tange a democracia e participação social no processo de construção de uma nação mais igual.
As temáticas colocadas em debate foram importantes para gerar discussões e amarrar as bases teóricas e práticas da 5ª SSB, segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Guilherme Werlang.
“O tema nos proporcionou discussões que justificam a realização da 5ª Semana Social Brasileira. Veio reafirmar que estamos diante de um momento propício no quadro social brasileiro em que vivemos para discutirmos a situação política do país”, disse dom Guilherme que ressaltou a urgência e necessidades apresentadas pelos participantes nos dois dias de Seminário.
Iniciadas em 1991, as SSB já fazem parte da agenda de discussões sociais do Brasil. Reunindo religiões, pastorais e movimentos sociais e de mulheres, o evento motivado pelo Pontifício Conselho para a Caridade, Justiça e Paz da Santa Sé e promovido em vários países no mundo em diferentes dinâmicas, será realizado mais uma vez com o objetivo de se lançar sobre as bases da sociedade brasileira, para fazer pensar e sugerir mudanças em um processo de trabalho que pretende, em longo prazo, educar para os direitos da sociedade democrática.
SSB pela construção de um novo Estado
SSB pela construção de um novo Estado
De acordo com Léa, por ser realizado dentro de um processo longo (quase dois anos), as SSB têm potencial de provocar a participação da sociedade nos processos políticos, além de resgatar temáticas antigas, como é o caso da participação democrática. “Por ser construído em conjunto com a participação de diferentes vertentes da sociedade, é um modelo viável que chega às bases a partir de discussões, fazendo com que a sociedade tenha elementos para pensar e construir um novo Estado a partir das reivindicações da própria base”.
De acordo com padre Nelito, a 5ª Semana se realiza com uma posição bem definida, sob a ótica dos pequenos deste país. “Colocamos-nos ao lado dos excluídos, dos marginalizados para repensarmos uma nova sociedade, um novo Estado, tendo em vista toda a sua estrutura de transportes, educação, saúde, lazer, para que não venhamos a ter que voltar atrás depois”.
Segundo Alberti, as funções do Estado ultrapassam aquelas garantidas hoje no Brasil. “O nosso povo ainda é tratado com benesses, com políticas assistenciais que são importantes, mas não suficientes. A nossa luta é para que as pessoas não só recebam, mas que façam parte do processo e possam se sentar à mesa num país de igualdade. Essa é a pressão que vai fazer a 5ª Semana Social Brasileira”, concluiu.
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